Metodologia — Área Ocupada por Sistemas Fotovoltaicos (MMGD RS, 2012–2026)
Objetivo do módulo: estimar a área física ocupada pelos sistemas fotovoltaicos da Micro e Minigeração Distribuída (MMGD) no Rio Grande do Sul — em número de módulos, área de captação e área física real — a partir da potência instalada de cada empreendimento (base aberta ANEEL) e da evolução histórica das características dos módulos comercializados no Brasil.
Dimensionamento da área de captação: cada empreendimento tem sua potência instalada (kW) convertida em número de módulos e área de captação (m²) usando a relação histórica potência/área média dos módulos fotovoltaicos do ano correspondente à data de instalação (2012 a 2026) — reproduzindo, para cada safra de instalação, a tecnologia predominante no mercado brasileiro naquele período (de módulos policristalinos de 240 Wp em 2012 a módulos TOPCon de alta potência em 2026).
Área física ocupada real: a área de captação (superfície útil dos módulos) é convertida em área física ocupada aplicando um fator de ocupação de 1,35 — que considera o espaçamento e a estrutura necessários para instalação em telhados (fator ~1,2, ~90% dos sistemas de MMGD) e em solo (fator ~1,8 a 2,2, ~10% dos sistemas, usinas de maior porte).
Validação: o modelo foi validado contra a equação física simplificada de potência de pico de um arranjo fotovoltaico (P = A · η · G꜀ₜᴄ, condições padrão de teste), utilizando o rendimento ponderado médio do parque instalado (η ≈ 21%, coerente com a safra dominante de instalação no RS). O desvio global entre as duas abordagens foi de 0,32%.
Indicadores apresentados:
Número de Módulos: quantidade estimada de módulos fotovoltaicos instalados.
Área Ocupada (km²): área física real ocupada pelos sistemas, já incluindo o fator de espaçamento/estrutura.
% da Área do RS: proporção da área ocupada pelos sistemas fotovoltaicos em relação à área territorial total do estado.
Campos de Futebol: equivalência didática da área ocupada, tomando como referência um campo de futebol oficial (7.140 m²).
Premissas e limitações conhecidas:
A proporção telhado/solo (90%/10%) é uma estimativa de mercado para a MMGD do RS — a base ANEEL não identifica o tipo de instalação (telhado ou solo) por empreendimento, então o fator de 1,35 é uma média ponderada, não um cálculo individualizado por sistema.
A relação potência/área dos módulos por ano é uma média de mercado nacional — não reflete a marca/modelo específico instalado em cada empreendimento individual.
O modelo estima área de módulos e sua área ocupada equivalente, não um levantamento georreferenciado real de cada instalação.
Sobre o desenvolvimento técnico: A modelagem matemática e as fórmulas de cálculo (DAX) deste módulo foram desenvolvidas em colaboração com Claude (Anthropic), assistente de IA, que auxiliou na construção, revisão e validação da lógica de estimativa de área ocupada e do Performance Ratio ponderado. Todas as premissas de mercado (características históricas dos módulos, fatores de ocupação) e decisões metodológicas permanecem sob responsabilidade da Solar Wind Tech. Versão setembro de 2026.