1. Visão Geral
A aba RG (GWh) tem como principal objetivo apresentar a visão macro e consolidada da Geração Distribuída (GD) de energia solar fotovoltaica em todo o território do Estado do Rio Grande do Sul. Diferente de uma análise focada em um único município, esta seção agrega o desempenho acumulado de todas as regiões gaúchas, permitindo examinar o crescimento histórico e o potencial energético acumulado ano a ano até o último ano fechado (com projeções parciais para o ano corrente).
O painel é estruturado para destacar os principais indicadores estratégicos do estado:
Energia Anual (GWh) - Último Ano Fechado: O volume total de energia estimada gerada pelo parque instalado no último ano consolidado.
Total Acumulado (MW): A capacidade nominal total instalada nas unidades consumidoras do estado.
Total de Usinas: A capilaridade e quantidade de Unidades Consumidoras de Geração Distribuída (UFV) ativas.
Créditos Recebidos: Indicador volumétrico da compensação energética na rede de distribuição.
2. Segmentações Estratégicas e Visão Analítica
Para subsidiar análises gerenciais, regulatórias e de mercado, a aba oferece segmentações cruzadas fundamentais da base de dados da ANEEL (MMGD):
Por Tamanho: Classificação estrutural entre Microgeração e Minigeração.
Por Tipo de Modalidade: Distinção de arranjos de consumo, como Geração na própria UC, Autoconsumo remoto, Compartilhada e Condomínios.
Por Classe de Consumo e Subgrupo Tarifário: Permite mapear quais setores da economia (Residencial, Comercial, Rural, Industrial, Poder Público, etc.) e quais subgrupos (B1, B3, B2, A4, etc.) lideram a transição energética no estado.
3. Metodologia de Cálculo e Premissas Físico-Matemáticas
A precisão dos dados de geração em GWh baseia-se em um modelo matemático de simulação rigoroso que considera o comportamento real da operação dos sistemas ao longo do tempo. Conforme detalhado nas premissas metodológicas do painel:
Irradiação Solar no Plano Inclinado (GTI): A energia estimada é calculada a partir da potência instalada multiplicada pela irradiação solar no plano inclinado (GTI) de cada município, obtida diretamente do Atlas Brasileiro de Energia Solar (INPE/LABREN).
Taxa de Desempenho (Performance Ratio - PR): Aplica-se um fator de eficiência que reflete as perdas reais do sistema, estimado de forma segmentada por Classe de Consumo e Tamanho (Microgeração/Minigeração).
Fatores de Correção Temporal e Operacional:
O cálculo é completado por dois fatores fundamentais:(a) Fração Ativa: Prorateia a geração no mês/ano de entrada em operação da usina, evitando distorções de que plantas conectadas tardiamente operaram o ano todo.
(b) Degradação dos Módulos FV: Reduz progressivamente a produção ao longo do tempo a uma taxa de 0,5%/ano, baseada em referências internacionais do setor (NREL/EPE).
Resumo Metodológico: A energia estimada é calculada a partir da potência instalada (base de dados ANEEL MMGD) multiplicada pela irradiação solar no plano inclinado (GTI) de cada município, obtida do Atlas Brasileiro de Energia Solar (INPE/LABREN). Aplica-se uma Taxa de Desempenho (Performance Ratio - PR) estimada por Classe de Consumo e Tamanho (Microgeração/Minigeração). Dois fatores de correção completam o cálculo: (a) Fração Ativa (prorateia a geração no mês/ano de entrada em operação da usina) e (b) Degradação dos módulos FV (reduz a produção ao longo do tempo, 0,5%/ano, referência NREL/EPE). Os resultados foram validados contra referências externas (EPE, estudos de mercado) apresentando uma margem de incerteza típica de ± 5–10%.