1. Visão Geral da Aba e Interatividade (Seletores)
A aba "RS Payback" tem como objetivo fornecer uma ferramenta analítica e de simulação interativa para calcular a viabilidade econômico-financeira, o retorno do investimento (Payback Descontado), o Valor Presente Líquido (VPL) e a Taxa Interna de Retorno (TIR) de Sistemas Fotovoltaicos (SFV) no Rio Grande do Sul.
Para personalizar a simulação, a página conta com seletores interativos avançados no topo:
Seletores de Tipo de Consumo e Tipo de Ligação: Permitem configurar o perfil técnico inicial do consumidor (ex: Residencial e Monofásico).
Seletor de Municípios: Permite selecionar um município específico ou manter a visão geral ("Todos") para explorar o comportamento geográfico do payback no estado.
Seletor de Consumo Mensal (kWh): Oferece ao usuário a possibilidade de definir o seu consumo médio mensal exato para acionar o motor de dimensionamento do sistema, custo e fluxo de caixa.
2. Resultados Atuais e Indicadores Principais
Com base nas imagens do painel, o estado e as simulações customizadas apresentam os seguintes destaques:
Indicadores de Desempenho do Sistema: O painel exibe métricas dinâmicas como Potência necessária (kWp), Investimento estimado (R$), Payback Descontado (anos), TIR (%), VPL (R$) e Economia Anual gerada.
Mapa de Payback dos Municípios: Ilustra espacialmente a variação do tempo de retorno do investimento nos 497 municípios do Rio Grande do Sul, além de indicar a produtividade solar regional (ex: 1.316 kWh/kWp ou 1.295 kWh/kWp).
Fluxo de Caixa Descontado Acumulado (Gráfico e Mensagem Dinâmica): Quando o usuário seleciona o consumo e o município, o painel exibe uma mensagem textual detalhada e um gráfico de 25 anos demonstrando o acúmulo de ganho financeiro líquido e o ano exato de virada (payback).
Atratividade e Top 1 Payback: Painéis de destaque na base que apontam a atratividade por concessionárias (como CRERAL e CERILUZ) e o município com o melhor tempo de retorno do estado (Top 1 Payback, como Barra do Quaraí com 3,1 anos).
3. Metodologia e Premissas de Cálculo (Viabilidade e Fluxo de Caixa Líquido Anual)
A modelagem financeira detalha o comportamento do fluxo de caixa ano a ano (horizonte de 25 anos) incorporando os preceitos regulatórios da Geração Distribuída e parâmetros operacionais avançados:
Degradação e Geração de Energia: Considera a energia gerada no Ano 1 aplicando uma taxa de degradação anual dos módulos fotovoltaicos de 0,5% ao longo do tempo. O volume total gerado é segregado entre autoconsumo instantâneo (conforme o fator de autoconsumo) e energia injetada na rede da concessionária.
Inflação Energetica e Tarifas: Aplica uma projeção de inflação energética anual de 6% sobre a tarifa cheia e a tarifa de injeção. O modelo incorpora de forma rigorosa as regras de transição da TUSD Fio B estabelecidas pela Lei 14.300, aplicando progressivamente os percentuais de cobrança da Fio B de acordo com o ano civil (de 15% em 2023 até 100% a partir de 2029).
Custos Operacionais, Reinvestimento e Custo de Disponibilidade por Tipo de Ligação: O cálculo do fluxo líquido desconta os custos de O&M (estimados em 1% do investimento inicial com correção inflacionária de 4,5% ao ano), a provisão para troca/reinvestimento do inversor no 12º ano (equivalente a 15% do CAPEX inicial) e o impacto financeiro do custo de disponibilidade. O custo de disponibilidade reflete o faturamento mínimo obrigatório imposto pelas normas do setor elétrico de acordo com o tipo de ligação selecionado pelo consumidor (Monofásico com 30 kWh, Bifásico com 50 kWh ou Trifásico com 100 kWh), convertido em valor monetário à tarifa cheia inflacionada e anualizado.
Valor Presente Líquido (VPL) e Payback Descontado: Os fluxos de caixa líquidos anuais obtidos são trazidos a valor presente utilizando uma Taxa Mínima de Atratividade (TMA) de 8% ao ano, deduzindo o investimento total inicial para identificar o ano exato de recuperação do capital investido.
Nota Metodológica
Nota Metodológica: A aba RS Payback consolida a análise de viabilidade financeira e o tempo de retorno (Payback Descontado) de sistemas fotovoltaicos no Rio Grande do Sul. Utilizando motores de cálculo financeiro baseados no fluxo de caixa líquido anual — que contempla a geração com degradação, a inflação energética, as regras decrescentes da TUSD Fio B (Lei 14.300), os custos de O&M, a troca de inversor e o custo de disponibilidade parametrizado conforme o tipo de ligação (Monofásico de 30 kWh, Bifásico de 50 kWh e Trifásico de 100 kWh) —, a ferramenta integra seletores de tipo de consumo, tipo de ligação, município e consumo mensal em kWh. O painel calcula dinamicamente o dimensionamento do SFV, o investimento estimado, a taxa interna de retorno (TIR), o valor presente líquido (VPL) a uma TMA de 8% ao ano, o fluxo de caixa descontado acumulado para um horizonte de 25 anos e os índices de atratividade por distribuidora e município líder em payback.